ITC Brazil Project Report: Findings of the Wave 1 to 3 Surveys (2009-2016/17) | Sep 2017 | Portuguese

This report presents findings from the ITC Brazil Survey. Between 2009 and 2016-17, three survey waves were conducted among a cohort of 1,200 adult smokers and 600 non-smokers in Rio de Janerio, São Paulo, and Porto Alegre.

This report is also available in English.


No Congresso INCA 80 Anos, Instituto apresenta resultados inéditos do Projeto ITC, estudo sobre tabagismo no Brasil e outros 27 países

49% dos fumantes brasileiros planejam deixar de fumar nos próximos 6 meses, maior índice entre todos os países pesquisados

Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2017 - Os fumantes brasileiros estão altamente motivados para deixarem de fumar e apoiam fortemente novas ações governamentais para a cessação do tabagismo, de acordo com o Projeto ITC Brasil, pesquisa que mede o impacto psicossocial e comportamental de políticas para o controle do tabaco. Os resultados do estudo foram divulgados no Congresso INCA 80 Anos.

O Brasil tem a maior porcentagem (49%) de fumantes que planejam deixar de fumar nos próximos 6 meses nos 25 países pesquisados (em três países esta pergunta não foi feita). O índice é bastante elevado, principalmente se comparado a de países desenvolvidos com programas estruturados de controle do tabaco, como EUA (índice de 37%), França (34%), Inglaterra (33%) e Alemanha (apenas 10%).

A pesquisa indica que os fumantes e não fumantes apoiam a criação de novas ações governamentais para a cessação do tabagismo. Existe um forte apoio até mesmo para uma proibição total da comercialização dos produtos de tabaco – algo que não está em pauta, mas demonstra a aprovação da atuação do Estado no controle do tabagismo. O Projeto ITC perguntou a todos os entrevistados se eles apoiam ou se opõem a uma proibição total de produtos de tabaco nos próximos 10 anos, dado que o governo forneceria tratamento para ajudar fumantes a deixarem de fumar. Os resultados mostram que 68% dos fumantes e 77% dos não fumantes pesquisados "apoiam" ou "apoiam fortemente" essa proibição.

Fumantes e não fumantes apoiam fortemente duas políticas-chave para reduzir publicidade e promoção de produtos de tabaco: a proibição de exibição de produtos de tabaco nos pontos de venda e a padronização de todas as embalagens de cigarros. Aproximadamente três quartos dos fumantes (72%) apoiam a proibição de displays de cigarros dentro de lojas e quase metade (49%) apoiam embalagens padronizadas. O apoio é ainda maior entre os não fumantes: 86% apoiam a proibição de displays de cigarros dentro de lojas e 56% apoiam embalagens padronizadas.

“Houve uma mudança na aceitação social do ato de fumar, que era bem-visto e amplamente estimulado no Brasil entre as décadas de 70 a 90. Essa mudança é fruto de um longo trabalho desenvolvido pelo INCA e Ministério da Saúde, em parceria com secretarias de Saúde e sociedade civil,” analisa Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Conicq/INCA. “Nosso desafio é o de ampliar o acesso desses fumantes ao tratamento para deixar de fumar, que é uma das intervenções médicas mais custo efetivas.”

A pesquisa perguntou aos fumantes e ex-fumantes quais as razões que os levaram a pensar em deixar de fumar nos últimos 6 meses ou os levaram a parar. As razões mais comuns para pensar em deixar de fumar "muito" entre fumantes e ex-fumantes eram preocupações com a própria saúde (68% dos fumantes, 89% dos ex-fumantes); dar exemplo para crianças (66% dos fumantes, 63% dos ex-fumantes); e preocupações sobre os danos causados pelo tabagismo passivo em não fumantes (51% dos fumantes e 60% dos ex-fumantes). O preço dos cigarros foi o motivo na metade dos entrevistados (50% dos fumantes e ex-fumantes).

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